Estar endividado não é sinal de fracasso. Na maioria dos casos, é resultado de anos de decisões pequenas sem um sistema por trás. A boa notícia é que o caminho de volta também é um sistema, e ele pode ser aprendido.
1. Levante todas as dívidas
Liste cada dívida com quatro informações: credor, saldo devedor, taxa de juros mensal e valor da parcela. Inclua tudo: cartão, cheque especial, empréstimos, crediário, financiamentos, dívidas com família.
Muitas pessoas evitam essa etapa porque ela assusta. Mas é impossível planejar a saída sem saber o tamanho do problema.
2. Descubra quanto sobra por mês
Some o custo essencial da casa e subtraia da renda líquida. O que sobra é o valor disponível para atacar as dívidas. Se não sobra nada, a prioridade passa a ser cortar gastos e renegociar antes de tentar quitar.
3. Escolha a ordem de ataque
Existem dois métodos principais:
- Bola de Neve: quita primeiro a menor dívida, gerando vitórias rápidas.
- Avalanche: quita primeiro a dívida com maior juro, pagando menos no total.
4. Negocie com um número na mão
Antes de ligar para o credor, saiba exatamente quanto pode pagar por mês. Acordo que não cabe no orçamento vira a próxima inadimplência.
5. Monte a reserva que impede a recaída
Enquanto as dívidas saem, comece uma reserva mínima. Sem ela, o primeiro imprevisto volta para o cartão e o ciclo recomeça.
6. Corrija o que gerou a dívida
Quitar sem mudar o comportamento que gerou a dívida é adiar o problema. Por isso o Método E2 começa pela mentalidade, antes de qualquer planilha.